
Como se nos guiássemos primeiro por nós mesmos, depois pelas leis universais. A educação tem reagido desta forma diante das evoluções humanas. Mas diferentemente de como acontecia em séculos passados, em que a instituição de ensino era um privilégio dos “escolhidos” para a luz(conhecimento) , atualmente, a luz ilumina a todos, mas mesmo assim ainda não basta. Há primeiro a sociedade, depois a educação(ou a política, o dinheiro, a hipocrisia...depois a educação). Com essa ordem, a educação acaba sendo fruto de necessidades propostas por uma sociedade que, lembremos, se coloca antes da educação. A sociedade em primeiro lugar, antes de qualquer coisa, acarreta na construção de valores baseados na, quase, ignorância(se considerarmos a educação como uma ciência, descartando-a enquanto vivência).
Também de forma diferente de séculos passados, e ainda nessa linha da necessidade posta a frente, o conhecimento passou a ser adquirido cada vez mais especificamente. Antes estudava-se engenharia ou artes(ainda sem considerar as modalidades bacharelado e licenciatura) ; hoje você estuda engenharia ambiental, madeireira, elétrica, civil, entre tantas outras; o mesmo acontece nas artes, antes você, enquanto artista, era doutrinado a esculpir, moldar, pintar, talhar, no ensino atual os aprofundamentos ocorrem depois da graduação, em mestrados e doutorados.
Partindo dessa ramificação do ensino vem logo o questionamento: Por quê ainda não temos aula obrigatórias de educação biocêntrica, teatro ou dança? A resposta vem quase que imediatamente, porque a sociedade capitalista ainda não precisa conviver com o sensível do ser humano, ser racional está a frente e é essa a necessidade, evidenciada, a ser suprida.
Existe uma linha, muito tênue, entre fazer o que queremos e querer o que fazemos; o sistema instiga você(mas só até onde quer) a buscar uma profissionalização, a fazer parte da massa, você quer se sentir parte desse todo, dessa máquina moderna, você é ensinado a pensar globalmente e atender as necessidades universais – cientifica, exata e biologicamente. Pensar o espaço e o tempo de forma subversiva, valorizar a educação enquanto consciência do “ser/estar”, questionar, apreender e compreender, o espectador aprendiz da educação não faz o que quer, quer o que faz.