É sempre o "e se...". Se acabasse amanhã. Ou ainda, se acabasse agora.
Certamente, se acabasse agora essa saga do plano terreno, eu teria aprendido que viver é diferente de existir. Que a minha vida pode ser muito mais interessante se ela for minha, e os outros são os outros e só. O sentir deixa de lado toda a parafernália dos princípios, quase vagos, e cria outra dimensão quando é seu de verdade. Quando você entende que existe sim um livre arbítrio, e ele é totalmente seu, as escolhas passam a ter outro sentido; elas deixam de ser escolhas alheias e passam a ser as suas escolhas.
As minhas vontades, as minhas escolhas, os meus desencontros, as minhas risadas, as minhas lágrimas, os meus desatinos, as minhas unhas azuis, os meus silêncios. Tudo isso foi muito mais meu quando foi só meu. Eu não queria fazer nenhum tipo de comunhão com o que era meu e, assim, dessa forma quase egoísta, eu teria deixado a minha vida mas ainda teria a minha alma.