quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Rafael Pagatini; “A insustentável leveza da gravura”



As vezes com mais de um metro, outras com pouco mais de dez centímetros. Não existe tamanho padrão, o que padroniza a exposição de Rafael Pagatini é a minuciosidade. A xilogravura feita com o papel que é encontrado longe e a paciência e cuidado que vem de perto, de dentro do artista.

As gravuras trazem casas de ruas da sua cidade natal, que foram demolidas em prol de construções mais “lucrativas”, algumas com neblinas, noite escura, ou névoas, “Brumas (de Saudade)". Há ainda aquelas que, agora denominada “Interiores", procuram o olhar dos personagens, e retrata-os fiel e melancolicamente.São inúmeras, e quase incomensuráveis linhas, que formam cenas tranqüilas e distantes do plano do espectador.