
Hoje eu voltava pra casa toda "cética". Pensando no quão bonito é o amor. Sem banalizações. Essa coisa de se entregar de maneira veemente, louca e insensata. De ser do outro sem querer saber se ele é nosso. Eu sou assim. Eu amo, eu abraço, eu beijo. Penso antes de dormir, mando torpedos bregas, dedico músicas. Vivo aquele amor comigo a todo instante. E se a outra parte não está tão entregue quanto eu, não tem problema. Eu gosto de viver o amor do meu jeito. E se o outro me aceita assim e sabe ser assim, melhor ainda. Meu amor é quase platônico.
Aí, pensando nesse "platonismo", que eu construo cada vez que eu me encontro com um olhar e fico alucinada de amor, eu pensei nas carolas. Elas mesmo, aquelas vovózinhas(nem sempre) assíduas na igreja. Que não levam o nome de Deus em vão, que tem Deus no céu e na terra e em todos lugares, que estão sempre pondo a prova a própria fé. E elas fazem tudo isso, sem nem saber se existe mesmo alguém lá em cima que olhe por elas. Elas acordam de manhã rezando e assim o fazem antes de dormir, por amor. Um rosário não basta, tem de estar ajoelhada e em dia com as confissões. Tudo isso por amor. Um amor cegamente respeitado.
Cegamente. Elas rezam e eu amo. E eu sou apaixonada por amar assim. E, igualzinho a elas, não gosto que me questionem sobre esse jeito de amar. E exatamente como a fé, o amor só não é válido quando faz mal, o resto todo tá valendo. Até ser piegas e ficar pensando nele olhando pela janela do ônibus (Até escrever sobre ele no blog, inúmeras vezes).