Mais uma vez. O sorriso e o cabelo mais despenteado que o meu. Ou não. Enfim, o quão estávamos escabelados e isso era engraçado e tão, naturalmente, bonito, me deixou ainda mais suave naquilo tudo.
Acho que essa coisa de casa bagunçada e sapato espalhado pela casa sempre me deixou mais "a la vontè", por isso eu logo tirei os sapatos e pedi pra tocar de canal..Ele trocara o canal inúmeras vezes para que achasse o que não-assistiríamos nas próximas horas. E aí trocamos o canal, o olhar, a gargalhada, etc e tal. Misturamos tudo. Inalamos fumaça de cigarro em cima de tudo, molhamos tudo com tequila e enxugamos tudo com um cobertor bem quente.Dois escabelados, dois doidos (que não doíam por nada). Não sei se pelo cobertor ou se pela temperatura que a troca de calor do contato das duas peles atingiu, mas estavamos aconchegantemente felizes. Eu estava. Até tentamos que tudo isso tivesse terminado numa explosão orgasmática, mas já tinha sido intenso o suficiente para acordar de manhã e, depois de cheirar o pescoço dele, sorrir com a alma. Nem prestei atenção se sorri com os dentes, mas eu sorria. E depois de sair para respirar aquela manhã bonita, o meu corpo não andava, balançava. Ele só disse: "Aparece!" E segui balançando e nem olhei para trás. Foi descuido, não antipatia, eu estava ocupada demais sentindo o ar movimentar minhas costelas. Apareço.