sexta-feira, 14 de outubro de 2011

caminhei muito

Quando o caminho é longo eu tenho que pensar em algo, realmente interessante, para esquecer o quão longo ele é.
Da faculdade até a minha casa dá uns vários mil quarteirões, mas eles podem ser reduzidos a dois ou três se eu tiver um bom assunto a ser desenvolvido, comigo mesma. E fica mais fácil ainda se for primavera.

Era sobre cuidar da alma, que eu pensava, mais que do coração e do corpanzil. Porque é nela que, em essência, estamos. Há que lembrar quanta barra ela aguenta, além razão e emoção para cada fossa. É uma atenção quase ínfima, mas que torna o simples farfalhar de uma borboleta o acontecimento mais extra-ordinário do universo.

Minha alma agora percebia cores novas nas flores. Percebia os olhares com mais atenção. E os cheiros, ahh.... essa Alma aquietava todo o resto com os cheiros. Cheiro e lembrança, quase sinônimos, delícia de ser sentida.

Outubro já tinha ido pela metade e o Sol parece mais quente. A partir de amanhã o Sol estará mais presente, todo dia quase o dia todo. Tem Sol pra sempre? Depende da Alma - na verdade não, só até o próximo outono.

Caminhando e cantando; e seguindo a canção.