Há uma semana minhas férias foram decretadas.
Foram as listas. Os aprovados para a segunda fase da Fuvest e da Unicamp foram convocados. Eu não estava entre eles.
Me deu uma tristeza profunda, não infantil do tipo "eu fiz o impossível, Deus injusto, a culpa é do Fulano.." , era um tristeza cansada.
E de repente, bastaram imensas lágrimas. O alívio pairava dentro de mim.
Lembrei de quantas vezes abdiquei de tantas coisas e me vi com os livros em punhos. Lembrei de quantas vezes fiz a minha parte quando o mundo não colaborava para que ela fosse feita. Lembrei da força que eu ganhei a cada escorregão, que estaria no meu coração nesse "tombasso". Lembrei que todas essas lembranças deveriam me lembrar que eu não podia me reduzir aos pontos feitos no vestibular, aliás todo o conhecimento e entendimento(do mundo) não seriam medidos em 90 questões, ou três redações. Parte desse conhecimento está ali nesses questionários, mas o meu amadurecimento não.
Ficaram as coisas mundanas mais esclarecidas, muitas amigas(talvez tão essencias nessa jornada) fortalecidas, muitos meandros superados, muita emoção vivida...
E se há males que veem para bem, que esse seja para um SUPER BEM.
Carolina Clasen, nesses momentos, gosta de acreditar em todo o tipo de "consolo" popular como: "não estava na hora certa", "vc fez a sua parte", "vai ser melhor assim", etc e tal.