terça-feira, 14 de dezembro de 2010



Cinema, teatro, museus, escolas, repartições públicas....não são mais lugares ocupados apenas por transeuntes, mas por dezenas de equipamentos de monitoramento, que captam cada movimento feito em suas dependências.

A segurança utiliza-se cada vez mais de inovações tecno(i)lógicas para ser mais eficaz contra assaltos, o que acaba interferindo diretamente nos hábitos diários das pessoas.
É incrível como essa violência tão presente no nosso cotidiano, quanto nós nos vídeos de monitoramento, de certa forma “vitima” cada um com a “quebra” da privacidade nos lugares mais improváveis, e é através da busca da segurança convivemos com nossa própria insegurança.


A frequência com que a violência vem ocorrendo e as inovadas ações que o ser humano se utiliza de toda e qualquer forma para garantir a segurança do indivíduo acarretam num, senão outro modo de vida, pelo menos sua alteração. Pois, é a partir do momento em que nota-se uma segurança exacerbada duvida-se do quão seguro estamos, por demonstrar mais “fraquezas” - leia-se: riquezas.



Resolvi falar sobre isso por notar que passo por pelo menos três identificações diariamente... entre cursinho, restaurante e a minha própria casa.
Além disso, foram vinte e sete prédios gradeados contra cinco sem grade – que eu contei hoje na rua, enquanto refletia sobre isso.


Carolina Clasen que é natural de uma cidade onde não existiam cadeados e, nem tantas, grades, e ainda age como uma caipira quando enfrenta catracas, interfones e toda essa parafernália “segura”.