
Cinema, teatro, museus, escolas, repartições públicas....não são mais lugares ocupados apenas por transeuntes, mas por dezenas de equipamentos de monitoramento, que captam cada movimento feito em suas dependências.
A segurança utiliza-se cada vez mais de inovações tecno(i)lógicas para ser mais eficaz contra assaltos, o que acaba interferindo diretamente nos hábitos diários das pessoas.
É incrível como essa violência tão presente no nosso cotidiano, quanto nós nos vídeos de monitoramento, de certa forma “vitima” cada um com a “quebra” da privacidade nos lugares mais improváveis, e é através da busca da segurança convivemos com nossa própria insegurança.
A frequência com que a violência vem ocorrendo e as inovadas ações que o ser humano se utiliza de toda e qualquer forma para garantir a segurança do indivíduo acarretam num, senão outro modo de vida, pelo menos sua alteração. Pois, é a partir do momento em que nota-se uma segurança exacerbada duvida-se do quão seguro estamos, por demonstrar mais “fraquezas” - leia-se: riquezas.
Resolvi falar sobre isso por notar que passo por pelo menos três identificações diariamente... entre cursinho, restaurante e a minha própria casa.
Além disso, foram vinte e sete prédios gradeados contra cinco sem grade – que eu contei hoje na rua, enquanto refletia sobre isso.
Carolina Clasen que é natural de uma cidade onde não existiam cadeados e, nem tantas, grades, e ainda age como uma caipira quando enfrenta catracas, interfones e toda essa parafernália “segura”.