O livre arbítrio. A escolha. Eu mando em mim. Na escolha, no desejo. E até o não-desejar; eu quem mando.
Se estiver lá, eu quem escolhi. Se não estiver também. Tem sim as vezes em que o que te rodeia te impede, mas aí é outra história. Você escolheu estar lá, se não esteve tem motivos, que não você, para te impedirem de estar lá.
Mas estive pensando em tudo isso quando escolhi não banalizar mais as coisas. Se eu quero, eu quero. Se eu amo, amo. Se vivo, VIVO. Nada de ficar fingindo o querer, o amor, o viver. Porque com o fingimento há a falsidade, a dissimulação, o que não é você. E se SER, para NÃO SER VOCÊ, qual o objetivo?
Escolhi ter vontade e fazer. Seguir meus valores, meus princípios, minhas escolhas por mim mesma.
Escolhi que estaria caminhando contra a corrente, até não poder resistir. E assim fui. Força, força. "Pra exercitar todo o músculo que sente". E o dia nasceu feliz. Porque se você escolhe o Tentar, você prova a coragem. Que não pode ser fingida, tem que vir de dentro - cheia de vontade. Se você escolhe caminhar contra, tem que saber que estará consigo mesmo, por vezes. Beleza, eu quem sempre me entendi melhor que os outros mesmo.
Escolhi não sofrer dessa vez. Porque quando escolhi recomeçar tudo, saberia que chegaria esse dia: o de não ser mais. O não ser mais não é, e pronto. Do verbo já foi. E eu escolhi não ser mais vitima de nada. Tem sempre o sorriso, sempre a "Pollyana" para qualquer situação, tem de ser entregue a estes lados. E, sem esquecer, sem banalizar. Porque rir fingindo também não vale, tem que rir com a alma. Tem que gargalhar.