domingo, 12 de junho de 2011

loucura, or not loucura.


Sobre o quão relativo é tudo isso de "ser louco". Cada louco com a sua loucura.

Se eu chego em casa gritando e rindo, enLOUQUEcida, minha avó diz que eu sou louca.
Já acharam loucura minha tomar banho de mar a noite, beber destilados sem parar, dançar freneticamente em público, cantar música brega em lugar cult. Já confundiram minha palhaçada, vontade de viver - e estar viva-, respirar mais fundo a vida, etc. e tal; com loucura.

EnlouCRESCER. EnlouCRESCIMENTO.
vai passando o tempo e a loucura vai mudando. os brinquedos mudam. as noções do quão enorme é esse mundo e pequena é a vida diante de tudo isso, mudam.
é essa a minha loucura, é ir crescendo até ficar do tamanho do mundo.


Alucinação. Piração. Vibração. Permissão.

Erasmo, no Elogio a Loucura, mostrou o quanto se faz necessária essa alucinação, piração, essa permissão dessa outra frequência. Fala da influência que essa loucura deve ter no nosso cotidiando e como pode ficar mais gostosa essa condição de existência que nos foi proposta.
É essa minha loucura, "não pode haver em mim nem maquiagem, nem dissimulação, e jamais se percebe em meu rosto as aparências de um sentimento que n esteja em meu coração"; qual é a sua?