
"Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam.
Somos todos 'espect-atores'."
Tendo sido traduzido para o alemão, o norueguês, o espanhol e mundo afora Boal é das leituras obrigatórias ao lado do Buarque e do Nelson; falando com propriedade das artes cênicas e ampliando para a vida e experiências que se não vividas ainda, viveremos; atitudes que por mais discutidas ainda acontecem;e ainda no campo político com críticas de um ponto de vista no mínimo "panorâmico" quando relaciona Sarcozy e a Mídia.
Vale ler "Hamlet e o filho do padeiro" que é uma autobiografia de tantas histórias e conteúdos mais que tantos "best-sellers" que andam fazendo sucesso por ai. Família; amigos e inclusive inimigos (que boal crê merecer!);os estudos; o Teatro do Oprimido, - desde a sua gênese-; personagens importantes; casos inacreditáveis — está tudo lá, em todos os seus detalhes, com a promessa solene do autor: "Juro dizer verdades, não meço sinceridades".
HÁ pouco mais de uma ano perdíamos um dos mais gloriosos, se não o mais, diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro que trabalhou de forma inigualável teses inspiradas no Paulo Freire;
E O BELO AINDA ESTÁ VIVO, mas Deus sabe o que faz!
enfim, quis falar um pouco do "GUGU BOAL" por indicação de uma boa leitura e resolvi falar no Mestre!
Clasen, Carolina