
Em plena crise renascentista, a contrarreforma planta as dúvidas sobre a fé e eis que surge um... "marketing" da igreja católica: BARROCO.
Com Pe. Antônio Vieira entre os principais escritores do movimento do séc XVII, sermões com influência escolástica que mostravam a razão e a fé, nos mais variados temas - política, sociedade,moral, religião.
Lá em cima e Lá em baixo, notas que se contrariavam mostrando o CHOQUE barroco, o CONTRASTE da luz - vazio, suave, céu - e da escuridão - preenchimento, choque, inferno - e formavam essa irregularidade e falta de harmonia barrocas que deram tão certo em Vivaldi, ou ainda com Sebastian Bach.
A angústia existencial trazidas na efemeridade da vida, na fugacidade do tempo. Angústias eróticas sensuais ou platônicas, pessimistas ou caracterizadas pelo "carpe diem (colha o dia)" e na arte como nessa imagem de Rubens.
"Se quero declarar meu pensamento,
Está-me um gesto grave acobardando,
E tenho por melhor morrer calando,
Que fiar-me de um néscio atrevimento."
(Gregório de Matos Guerra, o barroco brazuca)
fico por aqui, na minha sinuosidade labiríntica convidando-os à contemplação deste ornamentalismo tão bonito intitulado Barroco.
